Software livre

Software livre gy Icsousa 110R5pR 17, 2011 50 pagcs UNIVERSIDADE DE BRASILIA FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE e CIENCIA DA INFORMAÇAO e DOCUMENTAÇAO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA SOFTVVARE LIVRE COMO BATOR DE INOVAÇÃO PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DO SETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO LUCIANO CUNHA DE SOUSA ORIENTADOR: PAULO ROBERTO AMORIM LOUREIRO BRASILIA / DF PACE 1 orsa to View nut*ge UNIVERSIDADE DEB ADMINISTRAÇÃO, CO e DOCUMENTAÇÃO ECONOMIA, DA INFORMAÇÃO NOMIA SOFTWARE LIVRE COMO FATOR DE INOVAÇÃO PARA PEQUENAS E MÉDIAS

EMPRESAS DO SETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMUNICAÇAO DISSERTAÇAO SUBMETIDA AO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA UNIVERSIDADE DE BRASíLIA COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ECONOMIA. APROVADA POR: PAULO ROBERTO AMORIM LOUREIRO, Doutor (Une) (ORIENTADOR) RICARDO SILVA AZEVEDO ARAUJO, Doutor (una) (EXAMINADOR INTERNO) associado esse potencial multiplicativo ao coeficiente de elasticidade-custo do produto de -1 ,26, ao fato do custo de uso do código já disponibilizado ser próximo à zero, verificamos um conjunto de fatores que comprova os beneficios de uso do

SL Esses beneficios São ainda mais relevantes para as PME’s devido à carencia destas ao capital necessário para P, para realizaçào dos custosos processos de Pl e para investimentos na comercialização. ABSTRACT

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This thesis aims to study how innovation occurs in the IT market and the possible benefits of using Free Software as a factor for innovation. Econometric studies found that the elasticity of investment in research in relation to the number of free software in Brazil is 2,66, showing that the use of free software brings a multiplier effect on the availability of solutions to the market.

When associated with this potential multiplicative coefficient of elasticity of product cost of -1. 26, the fact that the cost of using the code already available to be close to zero, we find a set of factors that prove the benefits of using SL. These benefits are even more relevant to SMEs due to the lack of these necessary capital for R. D & l, to carry out the costly process of IP and marketing investments. 2 SUMÁRO 1 Introdução . 3 1. 1 0 problema e sua importância 5 Brasil – um país pouco inovador importancia das TICs…. 2 OF SO Livre „ 11 A Importancia da Padronização e da Modularização . 2 Importancia da inovação incremental 16 Críticas à propriedade Intelectual 18 Propriedade Intelectual ou Monopólio „ 21 0 valor social da Imitação.. 22 Estratégias colaborativas e substituiçào . 23 Custos para os parses importadores de tecnologia……. — 25 Competição e inovaç¿o 26 Modelo Teórico – Microeconomia da das — . . . . . . 7 A importancia das PMES . 1 . 1. 2 1. 1 . 3 2 2. 1 2. 2 2. 3 2. 4 2. 5 2. 6 2. 7 2. 8 3 3. 1 3. 2 3. 3 3. 4 3. 5 Revisao de Literatura . 1 1 Software de P & — Explicativo — 5 A importancia . 10 1. 1. 1 Inovaçao . 30 Modelo O 34 Hipóteses 6 Modelo Econométrico. ?? • • • 36 Análise 39 Reutilização de software 39 Investimento em Pesquisa . 2. 4. 1 Metodologia — 30 3. 5. 1 3. 5. 2 4 Conclusao — 43 Introdução . 41 No in[cio de um novo milênio vivemos na —Sociedade da Informaçãol ou —Sociedade do Conhecimentoll ou —Sociedade da Aprendizagemll ou —Sociedade em Rede», dlscussbes a parte sobre a terminologla ou características desta nova forma de organização da sociedade, é senso comum que existem grandes mudanças em curso causadas pelo desenvolvimento ou amadurecimento de novas tecnologias e do fenômen ção.

A produção de bens 4 SO materiais é certamente im pois como seres humanos industrial, e a geração de valor. A geração de valor, no captalismo informático, é, em essência, produto do mercado financeiro. Porém, para alcançar o mercado financeiro, e competir por um valor mais alto nele, empresas, instituiçbes e individuos precisam realizar o duro trabalho da inovação, da produção, da administração e da criação de imagens em bens e serviços. [… A nova economia reúne a informática e sua tecnologia na geração de valor a partir da nossa crença no valor que geramos. l Castells 2000) O desenvolvimento do pars em setores de alto valor agregado é extremamente importante por permitir a criação e manutenção de empregos para máo-de-obra qualificada no país, bem como para melhorar as condições da balança. Segundo dados do Banco Central, no ano de 2008 pagamos ao exterior 2,5 bilhões de dólares na rubrica computação e informação e recebemos meros 189 milhões. ? relevante observar que em 2000, o saldo da Balança de Pagamentos nesta área era de -1 ,1 bilhões e atualmente (2009) é de -2,6 bilhões, mostrando um crescente dependência do país neste setor da economia. O ercado mundial de TI em 2007 foi de US$ 1,3 trilhões, sendo US$ 20,7 bilhóes no Brasil, representando 1,6% do mercado mundial e 43,4% do mercado da América Latina, com as PME’s representando em número 90,2% do total de empresas no Brasil. ABES, 2008) Segundo a AT Kearney, o setor movimentou no Brasil em 2008, US$ 26,8 bilhões. Bairoch (1981, p. 7-8), citado por Dosi et al. (1992), mostra que no ano de 1750 a renda per capita dos países desenvolvidos era de IJS$ 1 82,00 e a dos países em desenvolvimento era de US$ 188,00. Em 1977 a renda nos países desenvolvidos era de US$ 2. 737,00 e nos países em desenvolvi OF SO US$ 188,00. Em 1977 a renda nos países desenvolvidos era de US$ 2. 737,00 e nos parses em desenvolvjmento US$ 355,00. s dados apresentados mostram que têm havido um 4 distanciamento da renda per capita entre países desenvolvidos e em desenvolvimento ao longo do tempo. O desenvolvimento técnico é a razao para o crescente distanciamento entre as rendas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo importante a afirmação de Freeman & Soete (2008) —que as taxas de mudança técnica e de crescimento econômico dependiam mais de urna eficiente difusão que de uma primazia undial em inovações radicais, e tanto de inovações sociais quanta de inovações organizacionais. ?? O foco no software Livre (SL) deve-se ao fato deste já possuir um estrutura, que utilizando os direitos de Propriedade Intelectual (Pl) permite o compartilhamento de conhecimento, evitando os possíveis efeitos deletérios de Pl como o aprisionamento tecnológico e a inibição da concorrência. Quanto à relevancia do compartilhamento de conhecimento como fator de crescimento econôrmco, Nuvolari (2004) mostra que as —collective invention settingsll São fontes de inovação cruciais.

Allen (2003) chamou de —collective invention settingsll os ajustes realizados por firmas competitivas compartilhando conhecimento tecnológico. Castells (2005), afirma que — Criatividade e inovação São os factores-chave da criaçao de valor e da mudança social nas nossas sociedades — ou melhor, em todas as sociedades. Num mundo de redes digitais, o processo de criatividade interactiva é contrariado pela legislação relativa a direitos de propriedade, herdados da Era Industrial.

Muitas vezes, devido a grandes empresas terem criado a sua riqueza 6 OF SO propriedade, herdados da Era Industrial. Muitas vezes, devido a grandes empresas terem criado a sua riqueza e poder graças ao controlo desses direitos de propriedade, apesar das novas condições de inovação, empresas e governos estáo a tornar a comunicação da inovação ainda mais difícil do que era no passado.

A «caça» da inovação, por um mundo de negócios intelectualmente conservador, pode muito bem travar as novas ondas de inovação das quais a economia criativa e o sistema redistributivo da sociedade em rede dependem ainda mais a um nivel planetário, conforme os direitos de propriedade intelectual e tornam um factor-chave para os que só agora chegaram ? competição global.

Acordos internacionais para a redefinição dos direitos de propriedade intelectual, que começaram com a já enraizada prática do software de fonte aberta, São fundamentais para a preservação da inovação e para a dinamização da criatividade das quais depende o progresso humano, antes e agora. Considerando a importancia da Tecnologia da Informação como um dos pilares dessa nova Sociedade do Conhecimento e também que a Teoria Econômica do Desenvolvimento mostra que o bem-estar, a competitividade e o emprego só podem ser ustentados, a longo prazo, se forem baseados no crescimento da produtividade e da inovação, e que conhecimento gera conhecimento, ou seja que a existência de pesquisa já realizada é um fator relevante para novos resultados, o objetivo deste estudo é mostrar que o uso do Software Livre é de grande importancia para aumento de inovação e competitividade para empresas de pequeno e méd10 (PME’s) porte do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), principalmente para país setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), principalmente para países em desenvolvimento.

A diferença do studo presente, frente aos demais que tratam sobre Software Livre é que neste a abordagem é focada no aspecto econômico, enquanto os demais estudos usualmente apresentam foco no aspecto social de compartilhamento de conhecimento e distribuição de renda. A estrutura desta dissertaçao é composta, além desta introdução, pelo capitulo 2 onde é feita uma revisão da literatura, abordando tópicos sobre o Software Livre, Inovaçáo e Propriedade Intelectual. Em seguida, abordamos no capítulo 3 a metodologia utilizada, bem como a microeconomia da inovação. No capítulo 4 apresentamos a conclusão do trabalho. . 1 0 problema e sua importancia 1 . 1. Brasil – um país pouco inovador A revista britânica The Economist divulgou, em 2009, o índice Global de Inovação (2004-2008) no qual o Brasil é 0 490 colocado entre um grupo de 82 países – o país caiu uma posição desde o último levantamento feito para o periodo de 2002-2006, ficando atrás de países como Argentina (4? ) e México (483. O relatório mostra ainda que a Chlna subiu da 59″ para 54″ posição e a india saltou da 58* para a 56*. Para o próximo período (2009-2013) a previsão é que a China alcance 0 460 lugar, a india 0 54′ e o Brasil antenha sua posiçao. Outros rankings de inovaçao apresentam algumas divergências de posição entre países, mas em qualquer estudo realizado o Brasil apresenta-se como um país pouco inovador. Numa economia baseada na inovação como fator-chave de criação de valor, esta situação é preocupante e necessita ser estudada para determinaç¿o de suas causas e possíveis correções.

Xavier et al (2 necessita ser estudada para determinação de suas causas e poss(veis correçóes. Xavier et al (2008) ao analisar o desempenho das exportações da indústria intensiva em P&D, verifica a oncentração da exportação de produtos manufaturados de maior intensidade tecnológica em um número restrito de países em desenvolvimiento, destacando-se a China, 6 Coréia e Cingapura, com o Brasil na sétima posição. Os autores verificam ainda que a ampliação da participação dos países em desenvolvimento nas exportações de manufaturas foram acompanhadas por um crescmento expressivo dos fluxos de investimento direto externo (l DE) mundiais.

Fato que nos leva a um novo paradigma de crescimento econômico orientado para as exportações e —puxadoll pelo IDE, com as multinacionais tendo m papel cada vez maior no desenvolvimento das economias. Na tabela a seguir, observamos o trabalho dos autores para um grupo de países selecionados. Destacamos algumas linhas do trabalho original, onde podemos constatar que o país apresentou crescimento na participação (%) de produtos primários agrícolas e minerais; e diminuiu a participação da Indústria agroalimentar e intensiva em outros recursos agrícolas. Tais constatações indicam que mesmo em produtos de baixo grau tecnológico, tem ocorrido uma diminuiçao (%) da industrializaçao realizada no Brasil.

Tabela 1. 1 composiçao das exportaçoes (part. 1994-1998 e 2001-2005 – Brasil e países selecionados País Cód. TIPÓLOGIA PAVITT SITC Brasil 1994 – 1998 2001 – 2005 2001 – 2005 Japão 1994 – 1998 2001 Mundo – 2005 1994 – 1998 4,8 1,2 5,9 14,5 2001 – 2005 3,8 1,3 5 16,3 10 120 211 212 224 Produtos primários agrícolas Produtos primários minerais Indústria agroalimentar Indústria intensiva em outros recursos agrícolas Indústria intensiva em 14,6 6,7 13,8 8,4 4,5 16,5 11,2 4,2 1 2,8 1,2 3 2,8 12 1,1 0,31 205 1,2 24 3 22,1 5,7 2,1 25,5 19,3 Fonte: Xavier et al. Obs. : A ntada por Xavier et al 01% so apresenta a totalidade do foram selecionados de